Por Maria Carolina Marcello
BRASÍLIA (Reuters) - O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou nesta terça-feira que vai se licenciar do mandato e permanecer nos Estados Unidos, onde se encontra, para trabalhar na construção do ambiente internacional contra o que chamou de perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do parlamentar, e a seu grupo político.
Por Maria Carolina Marcello
BRASÍLIA (Reuters) - O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou nesta terça-feira que vai se licenciar do mandato e permanecer nos Estados Unidos, onde se encontra, para trabalhar na construção do ambiente internacional contra o que chamou de perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do parlamentar, e a seu grupo político.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro menciona a possibilidade de ter seu passaporte apreendido ou até mesmo de ser preso.
"Se Alexandre de Moraes quer apreender meu passaporte ou mesmo me prender para que eu não possa mais denunciar seus crimes nos Estados Unidos, então é justamente aqui que eu vou ficar e trabalhar mais do que nunca", diz o deputado no vídeo, referindo-se ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
"Focarei 100% do meu tempo nessa única causa: fazer justiça, criar um ambiente para anistiar os reféns de 8 de janeiro e demais perseguidos que fizeram parte do governo Bolsonaro", continua, acrescentando que sua licença será não remunerada.
Bem relacionado com integrantes do governo norte-americano, o filho do ex-presidente passou boa parte de seu tempo recente nos EUA, encarregado da articulação internacional de seu grupo político. Por isso mesmo, o deputado Rogério Correia (PT-MG) apresentou uma ação à Procuradoria-Geral da República com uma notícia-crime contra o filho de Bolsonaro pela prática do crime de lesa-pátria.
Segundo página do PT na Câmara, além de pedir a apreensão do passaporte, a ação pede que Eduardo seja investigado por "incitar" parlamentares do Partido Republicano a aprovarem nos EUA "projetos de lei que visam a constranger o STF, principalmente o ministro Alexandre de Moraes, e a impor sanções do governo norte-americano contra o Brasil".
No vídeo publicado nesta terça nas redes sociais, Eduardo menciona a petição do deputado petista e afirma que já estava a caminho dos EUA exatamente no dia em que ela foi protocolada no STF, em 27 de janeiro, em um voo que ele afirma ter comprado a passagem "poucos dias antes".
"Provavelmente nem o PT e nem Alexandre de Moraes esperavam que eu fosse passar o feriado de Carnaval fora do Brasil, já que eu havia recém-retornado de uma viagem dos Estados Unidos dois dias antes, em 25 de fevereiro", declara o deputado.
Créditos da notícia dada a - REUTERS.